Preconceito Linguístico
Enviada em 24/10/2019
Ao analisar o preconceito linguístico, percebe-se que isso é um problema que afeta a vida de muitas pessoas diariamente, especialmente, aquelas que possuem menor grau de escolaridade. Isso deve ser combatido, uma vez que gera exclusão social e contribui para o desprezo da linguagem utilizada por outros. Nesse sentido, faz-se importante analisar a diversidade de línguas existentes no Brasil.
Em primeiro lugar, é necessário destacar que, na Carta de Pero Vaz de Caminha, há uma descrição pejorativa pelos europeus -tentativa de etnocentrismo- quanto à língua utilizada pelos nativos. Com isso, nota-se que a problemática da língua procede desde à colonização brasileira. Tal discriminação é notada ainda hoje, visto que há uma ideia enraizada na sociedade de que falar de acordo com à norma culta é falar corretamente, ignorando assim, às formas coloquiais ou regional de expressar-se.
Por conseguinte, quando não ocorre o respeito pelas variações linguísticas existentes como, sotaques, gírias, regionalismos ou dialetos há um desprestígio pela forma como comunicam-se. Segundo o filósofo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”, entretanto, nesse caso a educação não tem agido de maneira eficaz, haja vista as atitudes intolerantes por diversos cidadãos que desrespeitam as diferenças sociais, econômicas e regionais de diferentes falantes com distintos níveis de educação.
Portanto, torna-se explícito que medidas precisam ser adotadas para solucionar à problemática. As escolas devem, por meio da grade curricular, incluir aulas sobre as variantes linguísticas existentes no Brasil, a fim de ensinar os estudantes desde cedo a respeitar as diferenças de vocabulário e mostrar que existe múltiplas línguas no Brasil e, assim sendo, diminuir os casos de humilhação. Ademais, o Governo Federal deve, por meio da mídia, investir em campanhas que ajudem a desconstruir o preconceito linguístico. Desse modo, haverá a mudança tão esperada por Mahatma Gandhi começando por cada um.