Preconceito Linguístico
Enviada em 25/10/2019
Conforme consta no poema do modernista Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De maneira análoga, o preconceito linguístico, no Brasil, manifesta-se como um empecilho social. Nesse viés, fatores sociais e ideológicos auxiliam no crescimento desse panorama, visto que não há uma ação governamental (efetiva) que mude o fato suprarrelatado. Assim, a Carta Magna de 1988 continua a não garantir (na prática) educação de qualidade a todos.
A princípio, é incontestável que a falta de acesso adequado a educação corrobora com a problemática. Nesse sentido, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é o 5º maior país territorial do mudo. Outrossim, esse fato contribui para a desigualdade escolar entre os estados, logo, a acessibilidade aos centros de ensino da língua formal não é igualitária entre as comunidades. Dessa forma, os grupos que obtém do conhecimento, não raros, apresentam atitudes descriminatórias contra os demais cidadãos.
Ademais, é indubitável que o etnocentrismo social coopera para o preconceito linguístico. Segundo o físico Issac Newton: “Toda ação, gera uma reação”, desse modo, a intolerância preconceituosa que engloba as populações desprovidas da linguagem culta, são sequelas da falha educacional e das ideologias de superioridade opressiva.
Mediante ao exposto, portanto, a retirada do pedregulho faz-se fundamental para a evolução da sociedade. Para isso, urge ao Ministério da Educação (responsável pela educação de qualidade), promover a inibição do preconceito linguístico, por meio da infraestrutura nas escolas públicas, de todos os estados brasileiros, com projetos, mensais, para as comunidades ainda não conhecedoras da língua. Como também, nas escolas de ensino médio, deve ser trabalhado em sala de aula com debates sobre a importância do aprendizado, a fim de mitigar os desafios. Dessa maneira, a via será liberada.