Preconceito Linguístico
Enviada em 28/10/2019
Na primeira fase do Modernismo, os escritores exaltaram os dialetos locais, valorizando a língua popular e rompendo com os paradigmas existentes na época. Hoje, os que utilizam esse vocabulário sofrem com o preconceito linguístico. Essa discriminação é encarada com muita naturalidade na sociedade brasileira, por isso é preciso entender que existem diversas variantes e todas devem ser respeitadas.
Primeiramente, devemos considerar que embora todos os brasileiros sejam falantes da Língua Portuguesa, ela possui particularidades no contexto regional, etário e sociocultural. Nesse sentido, a língua está em constante transformação, e os próprios indivíduos são responsáveis pelas mudanças. Portanto, não se deve desconsiderar as normas gramaticais, mas admitir que as variações fazem parte da língua.
Em consequência disso, o fato de existir uma variante padrão faz com que as outras sejam desvalorizadas. De acordo com o linguista Marcos Bagno, o conhecimento da gramática normativa tem sido utilizada como instrumento de distinção e dominação pela população culta. Sob esse viés, os desvios cometidos por analfabetos e semianalfabetos são criticados pela elite, acentuando cada vez mais a desigualdade social.
Dado o exposto, medidas são necessárias para reverter essa problemática. Para que isso ocorra, as escolas, junto com as secretarias da educação , devem criar campanhas que, por meio de debates e palestras, eduquem as crianças sobre o respeito e incentivem a aceitação das variantes linguísticas, abordando as formas do português brasileiro e o correlacionando a situação social dos falantes. Assim, espera-se incluir os que sofrem com esse preconceito.