Preconceito Linguístico
Enviada em 31/01/2020
De acordo com o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, todos têm direito à educação. No entanto, esse dispositivo não é exercido em sua totalidade, haja vista os problemas enfrentados na língua portuguesa no Brasil. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o preconceito linguístico bem como a desinformação da sociedade sobre a variação da fala. Logo, medidas atitudinais e estruturais são necessárias para corrigir esse cenário na nação brasileira.
De início, vale ressaltar que a introdução da língua portuguesa no território brasileiro transcende as variações lingüísticas ocorridas nos últimos anos, e acompanha a história do Brasil desde o pré-colonialismo. O imperialismo português mostrou-se decisivo para a formação da língua nacional, construindo um novo dialeto com diversidade cultural, iniciando uma nova fala com uma identidade local. Sob tal ótica, é notório que a gênese da língua portuguesa passou por transformações ao longo dos anos, e, com a migração, cada região criou sua variação de acordo com seus costumes culturais e orais de sua localidade, Entretanto, hodiernamente, o preconceito exercido sob a oralidade das regiões mostra-se dominante na sociedade brasileira, e acaba excluindo parcelas sócias do acesso à informação, à educação e ao bem estar social por conta de seu Estado de origem, de acordo com a Folha de São Paulo em 2018. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o fato social, que controla as ações coletivas, torna a educação não democrática no Brasil, necessitando, então, de medidas públicas para findar o preconceito na oralidade.