Preconceito Linguístico

Enviada em 03/02/2020

Segundo o escritor Marcos Bagno, o conhecimento da gramática normativa tem sido usado como instrumento de segregação social. Nesse sentido, pode-se afirmar que o preconceito linguístico encontra suas raízes na formação histórica do país. No entanto, o problema persiste nos dias atuais, visto que no meio social perpétua um padrão linguístico.

É inegável que o processo de colonização brasileiro influenciou a regulamentação da língua portuguesa como oficial no país. Diante desse quadro, a normatização da língua foi extremamente excludente, visto que impôs a unidade linguística do colonizador, dificultou a ascensão de outros dialetos e culturas, como o indígena, o que justifica a pouca presença dessa língua em nosso dia a dia e a dissipação de sua herança linguística.

Além disso, destaca-se o papel da escola e das mídias no processo de regulamentação da norma padrão, haja vista o estigma de superioridade linguística, associado as classes dominantes. Desta forma, a língua pode ser usada como uma ferramenta de segregação e dominação as classes minoritárias, que se veem submetidas a linguagem considerada “correta”, agravando o problema no Brasil.

Verifica-se, portanto, a necessidade de erradicar o preconceito. Desta forma, cabe ao Ministério da Educação a propagação de conteúdos midiáticos, visando disseminar a importância da pluralidade dialética do país. Além disso, é necessário que as escolas promovam práticas pedagógicas, como teatros e rodas de conversas, para que a língua seja usada como sinônimo de unificação.