Preconceito Linguístico
Enviada em 09/07/2020
O preconceito linguístico está cotidianamente inserido nas relações entre as pessoas nas suas mais variadas formas, desde a mais tenra idade, o ser humano cresce nesse contexto, seja na comunicação entre pessoas de diferentes regiões do nosso país ou níveis de escolaridade ou ainda na esfera social o que torna o preconceito estampado na sociedade.
Tal assunto é de suma importância em nossos dias, porém percebemos que é muito mais fácil tratar o assunto de forma alegórica, através de piadas, programas humorísticos, stand up comedy, do que enfrentá-lo com seriedade, pois a temática não é dialogada entre as esferas de comunicação, pelo contrário, há um silêncio, dificultando ainda mais o que deveria ser abordado de forma natural e tranquila.
No livro “preconceito linguístico” de Marcos Bagno (2015), além de toda uma temática voltada para a importância de um estudo mais aprofundado, também traz algo de extrema relevância que é a política educacional, dentro de uma visão diferente de ensinamento, para o autor o ensino da língua deve acontecer em práticas de letramento em que todos tenham acesso às variedades linguísticas, também inclui à utilização de gêneros textuais discursivos no processo de ensino e aprendizagem.
Precisamos entender que língua falada é uma coisa e que a gramática normativa é outra completamente diferente, esta última traz um padrão oficial, ou seja, a forma de falar, de escrever, gramática essa que dita o que é certo e o que é errado dentro da língua, portanto o preconceito linguístico vem desse conflito gerado desde cedo entre a língua falada e a escrita.
Portanto, entendemos que a língua é fator decisivo na conhecida exclusão social, por isso, o preconceito linguístico deve ser admitido e combatido, principalmente nas escolas, que deveriam ter uma abordagem
mais intensa, ministrando nas aulas de Português, todas as suas variantes. Outro ponto fundamental seria o apoio da mídia, que deixaria de lado a utilização de estereótipos de personagens e também investir em campanhas que ajudem a desconstruir o preconceito linguístico.