Preconceito Linguístico

Enviada em 06/07/2020

O preconceito linguístico é um problema que persiste à anos no Brasil. Esse comportamento é fruto da crença de que pessoas de maior nível educacional carregam consigo a forma correta de falar português. Além de causar desconforto, ela também contribui para a exclusão de uma parte da sociedade, dificultando o processo de união do povo brasileiro.

É inegável a imensidão do Brasil, o que só contribui para uma maior variação linguística. Por exemplo, o sotaque paulista não tem relação alguma com o acento pernambucano, além disso há uma diferença econômica entre São Paulo e Pernambuco que, acarreta na ideia de que os paulistanos são mais ricos, logo superiores, assim como seu sotaque. De tal maneira que é possível perceber que toda a região nordestina do Brasil é a principal vítima desse preconceito devido o fato dos estados serem mais pobres.

Todavia, a região e o status social não são os únicos problemas. Muito do preconceito é encontrado em pessoas que moram numa mesma região. O personagem Fabiano, da obra Vidas Secas de Graciliano Ramos, é um homem que vive como retirante no sertão com sua família. Fabiano não sabe se expressar com as pessoas locais pois nunca teve estudos ou o costume de conversar, mesmo ele entendendo o sotaque e as gírias do povo da região ele era excluído da vida urbana da pequena cidade. Ou seja, o personagem não escolheu ser excluído e sim as circunstâncias, o fato de ele ser retirante não lhe deu a oportunidade de formar laços sociais e nem de ter estudo.

Em suma medidas devem ser tomadas para resolver esse preconceito. De acordo com o filósofo Confúcio “a cultura está acima da diferença da condição social”. Então o governo deve com o dinheiro dos impostos direcioná-lo ao Ministério da Cultura (MinC), para a criação de comerciais que defendam e valorizam as variações linguísticas do país. Esse projeto servirá como lembrete de que apesar dos muitos sotaques os brasileiros são um só povo. Ademais Ongs culturais podem iniciar projetos, como murais, jogos, teatro e debates para que as comunidades tenham acesso a todos os tipos de sotaques e a história que tem por trás de cada um deles. Com essas pequenas ações pode-se acreditar num Brasil mais unificado e acolhedor à todos.