Preconceito Linguístico

Enviada em 07/03/2020

O preconceito linguístico no Brasil existe desde a colonização pelos portugueses, a imposição da língua trouxe um sentimento de superioridade. Assim, desenvolve-se uma discriminação sobre diversas variações linguísticas, já que a época a população nativa possuía seu próprio dialeto. Atualmente é perceptível que esse problema existe até hoje, sendo elevado no meio social, cultural e regional.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a língua está em constante modificação devido a diversas particularidades no contexto histórico, social, etário e regional. Os principais responsáveis são os próprios falantes, independente de classe social ou nível de escolaridade. Nessa perspectiva, não se deve desconsiderar as normas gramaticais, já que elas servem como base para sustentar o idioma, mas sim garantir que variações são inerentes na língua, principalmente uma riquíssima como a portuguesa.

No Brasil, a norma-culta é usada por pessoas com um alto grau de escolaridade e, por conseguinte, uma boa condição financeira. Visto que a discriminação linguística é uma realidade, uma parte da população que não domina a variante é excluída dos espaços públicos, acentuando cada vez mais a desigualdade do país, porque a língua está totalmente ligada a estrutura e valores da sociedade.

Portanto, é necessário que medidas devem ser tomadas para mudar o quadro atual. Primeiramente as escolas devem fazer uma abordagem mais a fundo sobre o tema, além disso, nas aulas de português, apresentar as variantes da língua. Também cabe mídia investir em campanhas que ajudem a desconstruir o preconceito linguístico. Dessa forma, o rigor formal do idioma poderá ser abandonado como feito pelos Parnasianos, diminuindo a discriminação e a segregação social.