Preconceito Linguístico

Enviada em 19/03/2020

O professor e linguista Marcos Bagno diz em sua obra “Preconceito linguístico: o que é e como se faz” que todo brasileiro vive e morre conhecendo perfeitamente a gramática da língua portuguesa. Tal discurso explicita a sociedade preconceituosa que julga apenas a fala de uma parcela específica da população e considera adequada apenas a norma padrão da língua.

Primordialmente, é necessário apontar que tal discriminação advém de causas históricas e socioeconômicas. Na maioria da vezes, os negros, pobres, nordestinos e analfabetos são vítimas desta implicância. Não se deve esquecer que o Brasil é um país miscigenado, com um amplo espectro linguístico e cultura, e que o idioma não é único.

Além disso, há uma evidente elitização no acesso à norma culta da língua. A Constituição Cidadã de 1988 diz que o português é o dialeto oficial do país, portanto, todos deveriam ter o direito de aprendê-lo. Porém, com o baixo alcance a uma educação básica de qualidade , poucos o conseguem.

Logo, para combater o preconceito linguístico no Brasil, é essencial que o Ministério da Educação promova, dentro do curso de Língua Portuguesa do ensino básico, aulas que demonstrem as variantes linguísticas para as crianças. Ademais, urge que o Ministério da Fazenda aumente os investimentos no ensino infantil, fundamental e médio; para assegurar os direitos dos brasileiros. Deste modo, a discriminação descrita por Bagno se atenuará.