Preconceito Linguístico

Enviada em 24/03/2020

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More , é retratada uma sociedade perfeita , na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega , uma vez que a imprescindibilidade de discutir sobre o preconceito linguístico no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More . Esse cenário antagônico é fruto tanto do ensino precário quanto do estereótipo . Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade .

Acima de tudo, é fulcral pontuar que a ideia preconizada que julga a questão linguística das pessoas deriva da baixa atuação dos setores governamentais , no que concerne à criação de mecanismos que coíbam rais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população , entretanto, isso não ocorre em contexto nacional. Devido à falta de atuação das autoridades, sendo percebido pela negligência do Governo Federal  em investir nas entidades escolares públicas , contribuindo para construção de uma comunidade não é só pobre em conhecimento como também em vocabulário . Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente .

Ademais, é imperativo ressaltar o estereótipo como promotor do problema. Segundo Evanildo Bechara, ’’ Um falante deve ser poliglota em sua própia língua’’. Partindo desse pressuposto, uma convicção preconcebida que repudia todo hominídeo que se expressa verbalmente de uma forma distinta , seja pelo seu sotaque ,ou pela sua escolaridade contribui para a exclusão social . Tudo isso, retarda a resolução do óbice já que  um pensamento pré-determinado permite a perpetuação desse quadro deletério .

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira . Destarte, com o fito de amenizar o preconceito linguístico é necessário que o MEC (Ministério da Educação)  entra em parcerias com as escolas , objetivando realizar palestras sobre a importância de respeitar o sotaque  e o modo como um indivíduo se expressa por intermédio da fala . Além de,  adicionar à matriz curricular de língua portuguesa : a necessidade de estudar sobre as riquezas de falar diferente . Adicionalmente, que seja responsabilidade das direções escolares postar nas redes sociais , Facebook e Instagram  tais palestras .   Enfim, atenua-se-à, em médio e longo prazo , o impacto nocivo da cisma linguística , e a coletividade alcançará a utopia de More .