Preconceito Linguístico

Enviada em 28/03/2020

O histórico de preconceito linguístico no Brasil, vem desde sua colonização, quando a língua portuguesa foi imposta aos índios e aos escravos vindos da Àfrica, que foram obrigados a abandonar suas terras, famílias, religiões, princípios e seu idioma. Ainda hoje costumes, crenças e certas variações linguísticas são menosprezados, redicularizados e violentados no Brasil.

O territorio brasileiro tem cerca de 8.511.000 km2 com 209,3 milhões de habitantes, obviamente que todas essas pessoas não utilizam do mesmo linguajar, cada região possui sua história, cultura e maneira de falar, aspectos que variam de acordo com a faixa etária, escolaridade, classe social e origens, o que torna nosso país tão rico em diversidade.

Dados do IBGE de 2019 afirmam que 11,3 milhões de brasileiros com idade acima de 15 anos são analfabetas, a desigualdade social não permite o acesso a educação para todos, marginalizando a parte da população que não domina a norma culta da língua, assim como sua ortografia.

De acordo com George Orwell, “nós somos os mortos. Nossa única vida genuína repusa no futuro” em seu livro 1984, a mudança é essencial,  pois o mundo está em constante transformação, assim como o povo e sua língua, onde não há comunicação, não existe diálogo, compreenção e nem respeito.

“Falar de língua é falar de política”, como Marcos Bagno explicou em seu livro Preconceito Linguístico, o que é e como faz. É necessario que o governo procure valorizar mais a educação, orientando e incentivando os professores a ensinar além da gramática, as variações do potuguês brasileiro, tal como os meios de comunição que poderiam acabar com os esteriotipos de fala, promovendo o respeito e a igualdade.