Preconceito Linguístico

Enviada em 16/04/2020

“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” A frase de Albert Einstein, filósofo alemão, reforça uma informação importante: a dificuldade dos indivíduos em tolerarem as diferenças. Na atual conjuntura, torna-se essencial a discussão acerca da realidade supracitada, uma vez que o preconceito linguístico faz-se presente na sociedade brasileira e traz consigo muitos impactos.

A priori, vale ressaltar que, durante a Colonização, o Brasil foi ocupado por vários povos diferentes. Consequentemente, cada região do país desenvolveu expressões e pronúncias próprias, também chamados de regionalismo. Entretanto, essa diversificação não é aceita por toda a sociedade, uma vez que muitos indivíduos consideram a própria forma de falar superior à de outro grupo, discriminando-o por isso.

Ademais, a desigualdade econômica é outro fator que corrobora para o preconceito linguístico. Normalmente, o desrespeito e a repulsa contra a fala são direcionados aos grupos sociais menos favorecidos, visto que a maioria não tem acesso à educação de qualidade e só consegue dominar variedades linguísticas de menor prestígio. Assim, as classes média e alta dominam o mercado de trabalho, enquanto a classe baixa é marginalizada .

Dessarte, depreende-se a necessidade de ações que revertam esse cenário. Em vista disso, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio das prefeituras de cada município, será revertido na melhoria do sistema educacional dos bairros periféricos e rurais, através da construção de novas escolas e na melhoria da qualidade de ensino. Além disso, cabe ao Poder Judiciário fiscalizar com maior intensidade os casos de discriminação, para evitar que os grupos minoritários sejam excluídos do mercado de trabalho e da sociedade. Dessa maneira, atenuar-se-á, a longo prazo, os impactos nocivos que esse preconceito traz para o país.