Preconceito Linguístico

Enviada em 21/04/2020

De acordo com a primeira lei do cientista Isaac Newton, a lei da inércia, um corpo tende a permanecer em seu estado de origem a não ser que uma força atue sobre ele. Analogamente, pode-se debater sobre o preconceito linguístico que ainda é presente no Brasil devido a falta de preito com as variações regionais e a defasagem do ensino da língua portuguesa.

A priori, cabe analisar a prenoção gerada pelas diferenças entre dialetos. Na animação “Turma da Mônica”, o personagem Chico Bento- por residir em zona rural- tem o falar diferente dos demais, entretanto não sofre descriminação por isso. Todavia, fora da ficção as pessoas não respeitam as diversidades da língua; Os povos que habitam em áreas rurais e/ou no Nordeste são os que mais sofrem prejulgamento pelo modo de falar. E mesmo com o gnose da vasta extensão territorial e cultural do país, o hábito preconceituoso continua na sociedade.

Outrossim, a ausência de um ensino de qualidade também é fator contribuinte para a prenoção linguística; A respeito disso, o sociólogo Zygmunt Bauman criou o conceito de “Instituição zumbi”, onde profere que as instituições, como o estado, existem, mas não cumprem sua função. Entende-se desse modo que aqueles que dependem do ensino público, sofrem com sua ineficácia, não tendo o conhecimento necessário da norma padrão portuguesa.

Dessarte, para que tal problema saia da inércia, é necessário que medidas sejam tomadas. Cabe o ministério da educação criar projetos educativos nas escolas abordando temáticas sobre preconceito linguístico. A mídia por sua vez, junto ao estado, deve trazer propagandas televisivas, em horário nobre, a respeito do assunto. E assim, afim de extinguir a cultura descriminatória no  dentro do território nacional.