Preconceito Linguístico

Enviada em 02/05/2020

No mundo atual a maioria dos filmes, das séries e das novelas possuem falas na forma padrão. Com isso, é enfatizado o preconceito linguístico, sendo a formalidade vista como a  “correta” e o português falado como o “errado”. É necessário, portanto, analisar tal realidade e modo a identificar o abismo social e educacional existente no Brasil, tal como a influência da mídia e as consequências na vida do indivíduo.

Primeiramente, há de se lembrar que o Brasil é muito extenso, portanto, possui uma grande diversidade de sotaques. Contudo, eles não são os únicos alvos do preconceito linguístico, cabendo também as pessoas de baixa escolaridade. Segundo fala de Anísio Teixeira “sou contra o ensino elitista no qual poucos têm acesso à educação mas muitos não. Logo, esses são manipulados por aqueles” , ou seja, a minoria é vista como correta e se beneficia em relação à grande massa da população que não obteve as mesmas oportunidades de estudo.

Ademais, diversas são as consequências para o indivíduo, como o bullying e o Cyberbullying, que podem marcar negativamente a vida desde a infância, de modo desenvolver traumas que influenciam no futuro da pessoa . Além disso, muitos indivíduos sofrem dificuldade para conseguir emprego , uma vez que a maioria dos empregadores são extremamente preconceituosos ao entrevistar candidatos a vagas de emprego e muitas vezes veem a diversidade linguística como “burrice”. Vale lembrar que a mídia é uma das grandes responsáveis por enfatizar o preconceito linguístico e pode levar a humilhação de certos grupos regionais, como por exemplo a rede globo que reforça estereótipos e trata os nordestinos como atrasados.

Diante dos fatos mencionados, conclui-se que o preconceito linguístico é algo recorrente no Brasil e que afeta a vida de muitas pessoas, logo, para que isso não ocorra, urge que o governo, por meio do Ministério da Cultura e o da Educação, promova projetos nas escolas, através de pesquisas e levantamentos de dados nas comunidades quanto a atos preconceituosos decorrentes da fala das pessoas, de modo a fundir informações de todo o país e por fim ser passado para os estudantes para que observem suas atitudes do dia a dia quanto a fala de colegas e obtenham conhecimento sobre esse assunto. Somando à isso, o poder executivo em parceria com a mídia deve veicular as propagandas governamentais com diversidade de fala, de modo a sair da norma padrão fazer com que mais pessoas possam se identificar. Assim, muitos indivíduos passarão a dar importância ao conteúdo dito e não a maneira como foi falado, de modo a evitar a exclusão social.