Preconceito Linguístico

Enviada em 09/05/2020

Durante a terceira fase do modernismo, o escritor Guimarães Rosa destacou-se pela implementação da linguagem regionalista em suas obras. Entretanto, no que tange a realidade da sociedade brasileira, percebe-se que ela diverge da literatura, visto que, em bora o pluralismo linguístico deva ser assegurado pelo Estado, esse direito encontra-se ameaçado pelo preconceito linguístico nos dias atuais.

Destarte, é indubitável que o preconceito linguístico atrapalhe o exercício da cidadania, posto que, como promulgado no Art.5° da Constituição Federal, “O indivíduo tem direito a igualdade e justiça com valores supremos de uma sociedade pluralista e livre de preconceitos”. Ademais, vale ressaltar que esse preconceito é proveniente do vasto quadro de desigualdade social presente no Brasil, o qual origina a existência das variações de comunicação entre diferentes classes sociais. Em vista disso, a perpetuação desse ato é ocasionada principalmente pelos veículos da mídia e entretenimento, fazendo com que a variedades da língua que fogem do padrão formal e culto sejam considerados inferiores gerando o desrespeito a integridade humana.

Outrossim, ao avaliar o preconceito linguístico no Brasil por um prisma estritamente histórico, nota-se que Hitler ao aplicar a existência de uma raça superior durante a Segunda Guerra Mundial, influencia profundamente a vida de populações vindouras. Logo, entende-se que na sociedade brasileira, engajados nessa ideologia, faz com que opressores acreditando que exista uma língua superior, perseguem e oprimem cidadãos que tem uma linguagem diferente das suas. Sobretudo, ao analisar os fatos ocorridos estima-se um olhar especial para essa situação, uma vez que ferem a Constituição Federal em seus princípios fundamentais.

Por analogia aos argumentos dissertados, é de suma importância que esse pressuposto chegue ao desdobramento final. Assim, cade ao Ministério da Educação investir em atividades extracurriculares para pais e filhos, por meio de debates trimestrais ministrados por filólogos e demais especialistas engajados ao respeito da pluralidade lexical, no intuito de mudar as circunstância errôneas sobre o assunto. Somado a isso, o Ministério da Cidadania deve trabalhar para que a língua seja preservada como um patrimônio cultural, aliado no respeito e no fim da discriminação com o falante. Portanto, como proferido por Paulo Freire, " é preciso buscar a compreensão da realidade, e assim, solucionar os desafios encontrados."