Preconceito Linguístico

Enviada em 21/05/2020

A língua é o instrumento que a sociedade tem para se comunicar, e dependendo da localidade, existem variações dela dentro de um mesmo idioma. Com essas variações, o preconceito linguístico pode ser praticado, como acontece no Brasil, por exemplo.

Esse tema em relação ao Brasil não é novo. Já que o país tem uma grande extensão territorial e uma cultura diversificada, existem dialetos diferentes em cada região. Contudo, quando expressões particulares de um estado, como o uso do “man”, ou “tchê”, são dadas como erro de linguagem, depreende-se o preconceito linguístico.

Desse modo, o preconceito linguístico pode ser praticado quando existe a idealização de que deve existir apenas uma língua que a sociedade deve seguir, sobrepondo as línguas minoritárias e favorecendo a ideia de uma língua homogênea. Com isso, pode surgir a exclusão social de grupos considerados “inferiores” por parte da população. Entre os fatores que levam a esse preconceito, um dos mais notórios é o modo com que a mídia aborda os diferentes tipos de pessoas. Os cidadãos que moram mais para o interior, por exemplo, frequentemente são apresentados de modo grosseiro, como pessoas mais desinformadas e com um dialeto mais grotesco.

Com tudo isso, é evidente que, independente da região ou localidade, deve-se ter respeito com as pessoas que tem o seu dialeto diferente em relação a língua considerada “padrão”, e não excluir ela por ser diferente, cada um é do seu jeito e não é ético excluir um grupo de cidadãos da sociedade por falar de um modo que não é o “padrão” linguístico.