Preconceito Linguístico

Enviada em 23/05/2020

Durante a colonização do Brasil as trocas culturais entre portugueses, africanos, e índios foram responsáveis pela formação do português brasileiro. Entretanto, é inegável que o preconceito linguístico está presente na sociedade, sendo causa de consequências maléficas para o cotidiano das pessoas. Nesse sentido, percebe-se que indubitavelmente, a aversão linguística é uma problemática devido não só pela exclusão social, como também pelo bullyng praticado.

Em primeira análise, é fundamental ressaltar que a rejeição linguística pauta-se na esteriotipização e discriminação de variedades linguísticas, de acordo com os aspectos socioculturais e socioeconômicos, ou seja, excluido aqueles que não se enquadram na norma padrão. Desse modo, conforme o livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, no qual o personagem principal é inferiozado pelo seu chefe por ter dificuldades de se comunicar. Além disso, Sírio Possenti, escritor brasileiro, defende a tese de que não existe um único “português correto”, logo, fica evidente, infelizmente, que a repulsa com várias línguas ainda se encontra presente na federação.

Outrossim, convêm lembrar que grande parte da população brasileira fala uma variedade não padrão, desprestigiada e ridicularizada, levando-as a serem consideradas inferiores, o que corrobora para a prática do bullyng. Atrelado a esse contexto, é comum encontrar escolas que ensinem somente a norma culta como correta, por exemplo, sem conscientizar os alunos que existem outras formas de se escrever e falar que não pode ser consideradas como erradas. Logo, entende-se essa questão como um problema cuja resolução seja imediata.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para cessar esse impasse social. Para isso, o Ministério da Educação, -órgão responsável pela política educacional no País-, juntamente com escolas, devem abordar o assunto de regionalidades nas salas, expondo o preconceito, mostrando suas consequências, por meio de palestras consientizadoras e aulas, apresentando o conceito de variação da língua e os diferentes modos de falar de cada região. Ademais, para impedir essa legitimação pela população, a mídia deve veicular propagandas explicando a importância de não praticar o bullyng com à maneira de falar de outros indivíduos, a fim de que se possa diminuir esse impasse no Brasil e valorizar a diversidade cultural da língua.