Preconceito Linguístico

Enviada em 27/05/2020

O preconceito linguístico constitui em julgar alguém ou um grupo social pela forma que esses indivíduos se comunicam. No Brasil, esse preconceito é baseado na norma padrão, comumente falada por classes mais abastadas, utilizada como certa. À vista disso, outras formas de falar não são consideradas. Desses modo, a parte da sociedade que foge desse padrão sofre represálias e exclusão, sendo tida como menos capaz. Por isso, é de extrema necessidade lutar contra o problema em busca de minimizá-lo.

O Brasil é um país miscigenado e consequentemente há uma ampla variedade linguística. As variantes divergem de cada estado, trazendo muitos dialetos e formas diferentes de falar a mesma palavra. Porém, há resistência por parte da população em aceitar, considerando a fala errada. Por essa razão, é criado o estereótipo de que aquele, cuja a fala é tida como errônea, é incapaz e desprovido de inteligência. Esse tipo de preconceito acaba por excluir populações inteiras, contrariando a Constituição Federal, que exprime a liberdade de todos, independente de raça, cor, etnia, gênero, religião ou região.

Outrossim, esse estereótipo se estende para pessoas com baixa escolaridade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 7% da população é analfabeta. Essa deficiência educacional traz uma fala distinta da tomada com padrão, desse modo, esses também são alvos do preconceito linguístico. Essa deficiência é, frequentemente, usada pela mídia para identificar um personagem de classe baixa. À tÍtulo de exemplo, tem-se a personagem Adelaide, do programa Zorra Total, negra, de aparência grotesca e que fala tudo de forma errada com relação da norma padrão. Esse tipo de personificação é uma arma para segregação porque facilmente é feita associação populacional com indivíduos nas mesmas condições que Adelaide, e tipificando-os como inferiores.

Sendo assim, é necessário tomada de medidas que evitem dano a liberdade de fala dos brasileiros. O Ministério da Educação, a Secretária da Educação e os professores devem juntos, por meio de modificações da grande curricular, exibir, durante as aulas de português, ao alunos que as variedades linguísticas presentes não são erros e fazem parte de cada cultura. Com isso, será possível desconstruir a idéia estereotipada na mente dos alunos.  Ademais, é inquestionável a proibição do uso da fala errada, em relação a norma padrão, como uma estereótipo de pessoas incapazes pelos meios de comunicação. Dessa forma, o Poder Legislativo deve, através da votação de uma lei no Congresso Nacional, extinguir o preconceito linguístico pregado em rede nacional.