Preconceito Linguístico
Enviada em 04/06/2020
Com certeza você conhece alguém que fala de uma forma diferente da que está acostumado a falar, ouvir e às vezes até escrever. Quando você aponta de uma forma negativa o jeito de falar de uma pessoa, estará cometendo preconceito linguístico, como por exemplo, as frutas, que tem o nome alterado dependendo da região em que se esta, como a tangerina (ou seria mexerica?).
O Brasil é um país riquíssimo em sotaques. Existe grande parte da população que não vê com “bons olhos” essas diferenças linguísticas, e põe muitos defeitos. Até o momento, é falado aqui no Brasil, cerca de 16 sotaques brasileiros sem contabilizar todos os dialetos indígena, por exemplo o sotaque carioca, gaúcho, mineiro, baiano, cearense, etc. Não existe um sotaque melhor ou mais “correto” do que outro, porque até mesmo a língua falada em Portugal sofreu modificações sob influencia de outros povos através dos tempos.
Ocorrem diversas causas de preconceito linguístico, mas a mais comum e mais preocupante é o preconceito socioeconômico, que acontecesse porque membros de classes mais pobres têm uma maior debilidade para estudar, e normalmente, acabam dominando a linguagem informal da língua portuguesa e por isso tem chances muito menores para os “melhores” postos de trabalho.
Portanto, para ser prevenido é interessante oferecer educação para todos da mesma maneira, de forma que as pessoas conheçam bem a língua formal, tanto escrita, quanto falada. E é importante aprofundar a discussão ética a respeito do preconceito: por que é que alguns tratam pessoas diferentemente, apenas por conta da linguagem.