Preconceito Linguístico
Enviada em 06/06/2020
A língua é um dos principais instrumentos de sustentação para com vida em sociedade, já que é responsável pela comunicação e interação entre os indivíduos. No entanto, ela também pode atuar de maneira negativa, sendo uma ferramenta de segregação social. O preconceito linguístico, no Brasil, é muito evidente, de forma que algumas variantes da linguagem recebem mais prestígio que as demais, quando não deveriam.
Primeiramente, é importante destacar que, embora todos os brasileiros sejam falantes da Língua Portuguesa, ela apresenta diversas particularidades em diverdos contextos, ou seja, a linguagem está em constante transformação, sendo os responsaveis por esta a própria população, independente da classe social ou nível de escolaridade. Nesse sentido, a gramática normativa não deve ser desconsiderada, já que ela serve como base para o sustento do idioma, mas sim admitir que todas as variações são inerentes à língua.
Ademais, é evidente que a existência de uma variante padrão faz com que as demais sejam menosprezadas, gerando o preconceito linguístico. Esse tipo de preconceito acentua ainda mais a desigualdade social no país, pois a língua está diretamente ligada à estrutura e aos valores da sociedade, sendo os falantes da norma culta aqueles que apresentam maior nível de escolaridade e poder aquisitivo.
Em sumo, percebe-se que a línguagem é um fator decisivo na exclusão social. Por isso, o preconceito linguístico deve ser admitido e combatido. Antes de mais nada, as escolas deveriam fazer uma abordagem mais aprofundada sobre esse tema, além de ensinar, nas aulas de Português, todas as variantes existentes na língua. A mídia deveria parar de estereotipar os personagens de acordo com a sua maneira de falar e poderia investir em campanhas que ajudem a desconstruir o preconceito linguístico, tornando a sociedade brasileira mais tolerante.