Preconceito Linguístico
Enviada em 13/06/2020
O físico alemão Albert Einstein disse em uma de suas celebres frases: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Isso sintetiza um grande problema da Era da Informação, o etnocentrismo linguístico. Com o processo de globalização e o avanço das tecnologias, a forma como as pessoas falam, escrevem e se expressam tornou-se ainda mais evidente, surgindo com isso também o discurso de ódio. Dessa forma, torna-se clara a necessidade do combate a essa problemática social, visto que o direito de expressão e o respeito são pilares constitucionais.
A priori, segundo uma pesquisa publicada no portal de notícias G1, seis em cada dez entrevistados dizem ter sofrido algum tipo de preconceito quanto a sua fala, escrita ou forma de expressão. Além disso, os dados coletados ressaltam que o discurso de ódio linguístico é maior com imigrantes, pessoas que trocaram seus estados de origem em busca de melhores condições de vida. Diante de tais fatos, fica evidente que é preciso combater esses atos, pois ideologias etnocêntricas não cabem no século XXI.
Outrossim, informação do Sistema de Avaliação da Educação Básica indicam que apenas 1,6% dos formandos do ensino médio atingem índices satisfatórios em avaliações de linguá portuguesa. Também alerta para um dos piores cenários da ultima década, pois grande parte dos alunos não sabem simples regras gramaticais. Isso é um vetor que corrobora simultaneamente para o preconceito linguístico, devido a ineficácia da educação brasileira, na qual grande parte dos alunos não é incentivado a buscar conhecimento, encarando a escola como uma obrigação e não um benefício para seu futuro. Nesse cenário, torna-se evidente que é preciso uma mudança na metodologia de ensino e a conscientização dos alunos.
Portanto, fica clara a necessidade do combate a essa anomalia social. Para isso, o Poder Legislativo em conjunto com o Ministério Publico, devem desenvolver leis que punam qualquer discurso de ódio linguístico, também devem criar um aplicativo móvel no qual seja possível fazer denuncias e anexar provas que as vítimas possam ter coletado, coibindo assim qualquer ato preconceituoso contra qualquer brasileiro ou estrangeiro. Somado a isso, o Ministério da Educação deve buscar em outros países - como a Coréia do Sul que se tornou referência no quesito educação - modelos de ensino que estimulem os alunos à busca de conhecimento e aos diversos caminho passiveis de se chegar a ele, conscientizando esse de que sua formação será de grande vália para seu futuro. Somente assim será possível reverter esse cenário tão preocupante.