Preconceito Linguístico
Enviada em 17/06/2020
Ao analisar às raízes da nossa língua percebemos desde a colonização uma intervenção no dialeto local. Inúmeras variantes regionais sofrem intimidações devido ao sotaque, bem como, a população com baixa escolaridade sofre exclusão e preconceito por não conhecer certas regras da norma culta. Por isso eliminar a crença de uma língua idealizada em padrões ultrapassados é de extrema necessidade.
Em primeiro lugar, é importante destacar que embora o país inteiro seja falante da língua portuguesa, o extenso território corrobora para variações significativas. Tais variações, na forma oral, contribuem para discriminação. Tal assertiva se torna verdadeira quando analisamos, como exemplo, sotaques de regiões menos desenvolvidas sendo discriminadas e virando motivo de piada. Gerando assim, timidez e bloqueios de comunicação, segregando a língua.
Além disso, o fato do nível de escolaridade ser motivo de piada, não deve ser menosprezado.Desse modo, nota-se uma diferenciação no modo de falar da classe menos escolarizada para com a classe alta. Isto gera uma segregação na sociedade, visto que, as pessoas que falam “errado” não se encaixam em certos ambientes. Em suma, a idealização de uma norma culta vem agravando a desigualdade social, sendo que, não há embasamento científico que assegure uma norma com padrões ultrapassados e engessados.
Infere-se portanto que, medidas que possam diminuir o preconceito, bem como, oficializar as variações dentro de uma mesma língua devem ser pensadas.Isto pode ser feito por meio do Ministério da Educação, e também secretarias dos municípios, implementando na educação projetos para conhecimento das variantes regionais e conscientizar desde a alfabetização, visto que muitas pessoas não têm conhecimento dos padrões e regras, desta forma o aprendizado não deve consistir somente em aprender regras e aumentar a base cultural do estudante, e sim visando um indivíduo que entenda ao máximo todas as variantes