Preconceito Linguístico

Enviada em 03/07/2020

O Período Colonial foi marcado pela presença de uma inferioridade indígena, em razão de não possuírem uma linguagem europeia em sua cultura. Na sociedade contemporânea, os traços do Brasil colonial ainda é presente na vida de vários brasileiros, em virtude do preconceito linguístico. Em vista disso, essa discriminação pode estar ligada em relação a classe social ocupada pelos falantes ou pela região que habitam, além de corroborar para problemas de socialização nos indivíduos.

Em primeiro plano, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, “A parcela da população, tende, a ser incapaz de tolerar o que é diferente”. Nesse sentido, pessoas que habitam outras regiões do país apresentam uma variação linguística divergente, o que causa estranhamento em outros indivíduos, e poderá acarretar futuramente em uma discriminação. Outrossim, é o fato de cidadãos de poder aquisitivo mais elevado, tendem, a exercer preconceito contra  modo de falar daqueles mais humildes.

Ademais, de acordo com o jornal G1, o número de nordestinos que sofrem xenofobia nos demais estados do país só aumenta, sendo a maioria pela forma de falar do indivíduo. Nessa perspectiva, em muitos casos essa discriminação pode gerar violência verbal ou física aos falantes, que em algumas situações corrobora em problemas de socialização, em virtude do receio de demonstrar sua linguística diferente.

Portanto, em vista dos fatos mencionados, é observado a importância da criação de alternativas para minimizar esse panorama. Cabe ao Governo Federal junto á mídia, advir campanhas para conscientizar a população da pluralidade e da diversidade cultural presente no Brasil, e que nenhuma variação linguística deve ser menosprezada por ser diferente. Além disso, o Ministério da Saúde deve fornecer psicólogos para os indivíduos que apresentam dificuldade de socialização, e a saúde mental afetada decorrente dessa discriminação. Dessa maneira, será possível manter esse tipo de preconceito somente no passado do Brasil colonial.