Preconceito Linguístico

Enviada em 29/07/2020

Após a Semana de Arte Moderna de 1922, a linguagem popular adentrou ao mundo artístico ao valorizar a linguagem coloquial, livre de regras gramaticais. Entretanto, atualmente, o preconceito contra a diversidade linguística é um problema que afeta muitos brasileiros, já que a imposição de uma língua sobre outras acaba desvalorizando uma cultura inteira.

A construção escolar, social e a mídia são os principais fatores que consideram que existe apenas uma maneira de falar, sendo esse o único possível para se expressar na língua portuguesa. Dessa forma, quando uma escola valoriza apenas a gramática tradicional, ela está limitando os estudantes a conhecer apenas um aspecto da linguagem. Quando a mídia faz apresentações ridicularizando indivíduos de outras regiões e a sociedade faz piadas pelo modo de falar de algumas pessoas, estes acabam reforçando o preconceito linguístico. Todos esses aspectos, por sua vez, causam uma construção limitada da linguagem do país.

Além disso, o preconceito linguístico retira o direito de fala de muitos que não possuem prestígio social. Isso ocorre devido ao constrangimento que esse preconceito gera para esse indivíduo, que se sente reprimido e limitado. Conforme Marcos Bagno em seu livro “Preconceito linguístico: o que é e como se faz”, não existe maneira certa ou errada de falar, mas sim maneiras adequadas ou não, dependendo do contexto. No entanto, não são todos que reconhecem essa ideia, ocasionando a repressão sobre alguns indivíduos e perda da variedade linguística.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema. O Ministério da Educação, através das escolas, deve abordar o preconceito linguístico de forma mais intensa e realista, a fim de informar a esses alunos sobre esse tipo de preconceito e como evitá-lo. Além disso, a mídia, através das redes de TV, deve fazer programas que informe sobre a variação linguística e como elas contribuem para a identidade nacional. Espera-se, com essas medidas, que a linguagem popular seja mais valorizada, assim como na Semana de Arte Moderna, e que o preconceito linguístico seja freado.