Preconceito Linguístico

Enviada em 09/07/2020

“A língua é um dialeto com exército e marinha” citada proferida pelo linguista russo Max Weber acerca da relevância linguística e suas vertentes para a estruturação de uma sociedade. É indiscutível que esta é uma ciência flexível, logo se molda aos padrões de cada região, proporcionando a acentuada diversidade linguística na contemporaneidade brasileira. Entretanto, suas mais variantes formas permitem a alguns falantes se considerarem mais civilizados do que outros.

Precipuamente, a miscigenação entre os povos colonizadores e os colonizados ao longo do processo civilizatório brasileiro foi um fator substancial para a síntese de novas culturas linguísticas. O sincretismo falado atualmente é originário do contato entre os povos indígenas, nações europeias e tribos africanas, resultando nas mais de 180 línguas faladas no país.

Ademais, o preconceito linguístico, como qualquer outra forma de inferiorizarão, traz aos oprimidos danos morais, estes preferentes ao sentido de humilhação e intimidação com a possibilidade de cometer novos erros. Analogamente, a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, apresenta a personagem Fabiano que se limita por não ser capaz de se expressar de maneira clara e seguir um suposto, e imposto, padrão de comunicação.

Indubitavelmente, essa problemática social requer medidas para que seja gradualmente confutada, rumando a uma sociedade mais igualitária. Para isso, é importante que professores, ferramentas da educação, não sejam perpetuados do preconceito, ao tentar impor algo incabível em muitas realidades. Outrossim, o ministério da educação deve promover palestras, ministradas por linguistas, acerca da temática, incrementando aos estudantes o respeito. Portanto, em toda forma de expressão, há uma enorme bagagem cultural, devendo ser adotada como identidade.