Preconceito Linguístico
Enviada em 10/07/2020
A língua portuguesa passou a ser formada e utilizada no Brasil, com o desenvolvimento da colonização, feita principalmente pelos portugueses a partir do século XVI. Essa e outras línguas, com suas evoluções e mudanças durante sua construção, estabeleceu regras gramaticais para normatizar a língua formal. No entanto, na realidade, essa normas, não são expressas na linguagem falada. Com isso, o preconceito se torna frequente, e, na maioria dos casos, ocorre por parte das pessoas que acreditam que existe apenas uma forma correta de se falar. Visão equivocada que causa exclusão e humilhação, e que deve ser amplamente discutida e combatida na sociedade.
Esses preconceitos, muitas vezes, ocorrem devido à crença de que a norma culta deve ser seguida rigorosamente na fala cotidiana. Para criticar este pensamento, Oswald de Andrade, escritor modernista brasileiro, exemplifica em seu poema Pronominais, que as regras de colocação pronominal, na maioria dos casos, não é utilizada na fala cotidiana, e que não há nada de errado com isso, uma vez que o país possui uma ampla diversidade cultural, que origina as diversas variantes linguísticas.
Além disso, o escritor relaciona essa discriminação a classe alta da população, fator discutido pelo filósofo Karl Marx. Segundo ele, a classe dominante sempre exerce seus ideais sobre as outras classes, fato que se percebe em um julgamento linguístico, uma vez que a classe mais rica da população se considera mais culta e a população de classe baixa, não tem disponibilidade a estas normas cultas, por não terem acesso adequado à educação. Consequentemente, essas pessoas discriminadas passam a ser excluídas e se sentem intimidadas a falar e transmitir suas próprias ideias, o que dificulta o processo de aprendizagem e socialização.
Portanto, para que o preconceito linguístico seja combatido, e que as variantes da língua possam se expressar de maneira mais livre e respeitosa, o Ministério da Educação deve elaborar um projeto que vise mostrar o quão errado é julgar a forma de falar das pessoas. Para isso, serão realizadas palestras e debates em escolas e universidades, mediados por educadores e destinados aos educandos e familiares. Além de divulgar o projeto e seus principais pontos defendidos nas principais mídias sociais, por intermédio do Ministério das Comunicações. Assim, um público amplo será atingido e a discriminação começará a ser vencida.