Preconceito Linguístico
Enviada em 10/07/2020
Na segunda metade do século XX foi criada a Organização das Nações Unidas (ONU) para assegurar os Direitos Humanos e o bem estar social. Nessa perspectiva, entretanto, o preconceito linguístico representa uma mazela nesses direitos no país hodierno, seja pela marginalização social, seja pelo preconceito exacerbado no senso comum. Dessa forma, convém analisar suas causas e consequências.
Devido seu devasto tamanho populacional e pela sua grande extensão territorial, o Brasil apresenta uma expressiva variação linguística. Nesse sentido, esse fato que é para ser valorizado é, infelizmente, um fator de marginalização social, em vista de um preconceito perante pessoas de baixa escolaridade tidas com um falar errado pelo senso comum por não seguir de forma majoritária a gramática normativa. Tal fato é alarmante, pois além de infringir os Direitos Humanos enaltece um grupo de pessoas preconceituosas.
No entanto, vale citar que esse preconceito pelo senso comum colabora com a perpetuação do problema no meio social. Nesse forma, os meios de comunicação ressaltam o fenômeno por propagarem sátiras relacionadas a gírias e aos sotaques, principalmente do interior dos estados e das regiões do norte e nordeste, com piadas preconceituosas que os inferiorizam. Isso é inadmissível, tendo em vista que esse preconceito velado de humor promove a inércia do combate a essa discriminação.
É evidente, portanto, que para um melhor bem estar social de acordo com as diretrizes da ONU o país tem que combater o preconceito linguístico. Desse modo, o Ministério da Educação (MEC) através de uma lei sancionada pelo poder Legislativo, deve implementar obrigatoriamente na Base Nacional Comum Curricular matérias que abordem os benefícios da variação linguística, por meio da capacitação de professores, de modo que desde do ensino fundamental esse fenômeno seja diminuído. Espera-se, com isso, a curto e longo prazo resolver esse imbróglio.