Preconceito Linguístico
Enviada em 20/07/2020
“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. De acordo com Albert Eisntein, a discriminação linguística destaca-se com um descomunal impacto na sociedade, pois, as diferenças lexicais das plagas brasileiras tornam-se alvo da desigualdade social, uma vez que gera certa superioridade dos indivíduos que usufrui da norma padrão e, por tabela, a exclusão de quem não faz uso da mesma. Ora, uma problemática que atesta o grau de negligência em curso na coletividade.
Essa assertiva deriva, em especial, do papel apático do âmbito educacional nessa temática. Na ótica da filósofa Hannah Arendt, que desenvolveu o conceito conhecido como banalidade do mal, o qual afirma que as atitudes cruéis são parte do cotidiano moderno e tornam as relações sociais cada vez mais caóticas. Nessa perspectiva, é substancial um olhar mais atento da escola nessa área, uma vez que estudantes brasileiros manifestam, na prática, a cultura de hostilidade defina por Arendt, na qual, motiva os casos de violência, como bullying, ofensas a indivíduos com variantes lexicais distintas e, sobretudo, a degradação do patrimônio do olhar coletivo. Dessa forma, enquanto, no ambiente escolar, a banalidade for a regra, a igualdade linguística será exceção.
Atrela-se ao exposto, a pífia ação do Poder Público nessa esfera. Partindo desse viés, o sociológo John Locke, o qual construiu a tese de que os indivíduos cedem confiança ao Estado que, em contrapartida, deve garantir o direito a coletividade. Sob essa esteira, a ideia de Locke está distante da realidade vivenciada no Brasil, haja vista, a ausência de iniciativas das autoridades em garantir o respeito e conter os atos de violências dessa mazela, por exemplo, tem-se o ação de um médico que debocha de um paciente na internet: “Não existe peleumonia”, de acordo com o portal de notícias G1. Nesse sentindo, é significativo que o Governo abdique da atuação de inércia, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que nessa problemática a escola precisa ampliar a tarefa de discussão acerca dessa assertiva, por meio de palestras e propagandas em instituições de ensino para os profissionais da educação, a fim de reduzir a discriminação no Brasil e, por extensão, mostrar a importância do respeito da diversidade linguística. Ademais, o Estado deve tonificar sua ação nessa esfera, por intermédio de campanhas publicitárias que mostre os malefícios do desrespeito lexical e, sobretudo, a criminalização de tal ato, com a finalidade de barrar o percusso de todo caos. “Os preconceitos são a razão dos imbecis” - Voltarie.