Preconceito Linguístico
Enviada em 31/07/2020
Paulo Freire, grande educador brasileiro, afirmou que “o homem, como um ser histórico, inserido num permanente movimento de procura, faz e refaz constantemente o seu saber”. Dessa forma, muitas questões importantes emergem na sociedade brasileira, sobretudo, no que tange o preconceito linguístico e os seus desafios. Nesse viés, é sabido que uma das principais formas para de transformar essa realidade se dá por meio de novos caminhos, uma vez que, a língua é um dos principais instrumentos que sustentam a vida em sociedade, sendo responsável pela interação entre indivíduos.
Em primeira análise, a disputa pela soberania da razão sobre como um alimento ou outro deve ser nomeado, vai muito mais além da dicotomia entre o que é certo ou errado. Uma das questões que atinge boa parcela dos brasileiros é o preconceito linguístico, no qual surge a problemática de pensarmos no modo e os motivos de como isso ocorre,e,até que ponto o uso de variantes lexicais pode ser prejudicial na vida daqueles que acabam se tornando reféns dessa situação, que de uma forma histórica vem desde 1.500 desde a colonização do Brasil.
Paulo Freire, reafirmou que “não é no silencio que os homens se fazem, mas na palavra, na ação e na reflexão”. Tal analogia ao pensador, aponta para a necessidade de agir, buscando novos meios socioeducativos e culturais aos indivíduos que sofrem de forma direta ou indireta com essa refutável realidade. Dessa forma, é possível destacar a redução da desigualdade social, assim, esse novo modelo vai de encontro à ideia exposta pela filósofa brasileira Viviane Mosé, a qual defende um sistema educacional moderno e contemporâneo, por meio da justificativa que as variações da língua que a mantém viva.
Infere-se, assim, portanto que não se pode perder de vista a seriedade desse problema. Desse modo, compete ao Governo Federal atrelado à escolas, reforçarem a pluralidade de línguas brasileiras por meio de atividades lúdicas, rodas de conversas e debates de uma forma atrativa para alunos durante a sua educação básica e atrelado ao Ministério da Educação promoverem a reestruturação do ensino primário, o que visa conviver de forma harmônica como um organismo vivo. Assim, é necessário também campanhas midiáticas , em consonância com o Ministério da Cultura, a divulgação de políticas de inclusão e diversidade do corpo social diante da pauta linguística, por meio de ficção engajada. Um saber transformado em ação, pode fazer com que essa caótica pode ao menos ser amenizada. Logo, tudo isso, fará com que o indivíduo busque novas diretrizes comportamentais diante da sociedade.