Preconceito Linguístico

Enviada em 31/07/2020

Na obra “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz” de Marcos Bagno, é abordado diversos aspectos da língua e as implicações sociais desse preconceito. Fora da obra, no que se refere a questão do preconceito linguístico, percebe-se a configuração de um grande problema em virtude da falta de acesso à educação e a ignorância social existente. Logo, faz-se profícuo analisar essas causas, a fim de atenuar o impasse.

Primeiramente, é preciso apontar a falta de acesso à educação como um dos elementos precursores do impasse. Segundo uma pesquisa efetuada pelo IBGE, realizada no ano de 2019,  foi mostrado que no Brasil, 35% das pessoas em idade de trabalhar não concluíram o ensino fundamental. Diante disso, é perceptível que, essas pessoas não aprenderam a língua portuguesa de forma correta e com isso, é gerado um grande preconceito na sociedade com as mesmas.

Além disso, é imprescindível compreender o efeito da ignorância social como um agente influenciador do revés. Um exemplo de tal ignorância, esta no livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, no qual o personagem principal é inferiorizado pela sua dificuldade de se comunicar. Nota-se então, que o preconceito existente na obra, é algo comum na sociedade, pois, uma pessoa que não possui uma bom domínio da língua infelizmente é mais prejudicada no mercado de trabalho, o que faz ela desistir de ter um emprego ou conversar com alguém apenas por ter vergonha.

Portanto, medidas devem ser tomadas para evitar os efeitos do preconceito linguístico na sociedade brasileira. Cabe Ministério da Educação em parceria com os meios midiáticos, demostrarem, por meio de propagandas ou palestras em escolas, para pessoas de todas as idades, a importância de um bom conhecimento da língua e as suas diferenças de acordo com a região. E que novelas mostrem a variante da língua portuguesa através dos personagens, a fim de criar uma sociedade com menos preconceito linguístico.