Preconceito Linguístico
Enviada em 08/08/2020
No livro “Preconceito linguístico: o que é e como se faz?”, escrito pelo brasileiro Marcos Bagno, há o retrato da sociedade brasileira diante desse preconceito. Nesse cenário, existe a recorrente discriminação que muitas pessoas sofrem devido à sua linguagem coloquial. Além disso, as diferenças regionais no país também estão presentes nessa problemática.
Em primeiro lugar, em meio social, muitos indivíduos são inferiorizados e ridicularizados devido à sua maneira informal de falar. Nesse contexto, estudos realizados pela Universidade de Brasília (UnB) reforçam que essa discriminação, além de praticada, é naturalizada pela sociedade como um todo. Logo, percebe-se o quanto esse preconceito é banalizado no país, enquanto as suas vítimas sofrem dia após dia.
Em segundo lugar, vale levantar que o regionalismo presente na fala da maioria dos brasileiros é alvo dessa intolerância, em ênfase aos da região Nordeste pelo vocabulário mais diferenciado em escala nacional. Em sua obra, Marcos Bagno ressalta que o Maranhão é tido como o modelo linguístico ideal por muitas pessoas, devido a sua proximidade étnica a Portugal. Desse modo, outro fator do preconceito é a busca por esse modelo, o que inviabiliza as diferenças de linguagem, e as pessoas dotadas dessas marcas culturais, como os nordestinos, são menosprezadas.
Em suma, o Ministério da Educação (MEC) deve combater o preconceito linguístico, por meio da inserção de aulas nas escolas e universidades que debatam as diferenças linguísticas brasileiras, tal como as suas causas históricas e culturais, bem como a intolerância sobre elas. Com isso, as futuras gerações brasileiras serão toleráveis quanto a essas diferenças, e assim o país levará consigo o respeito pela diversidade da língua portuguesa e dos seus falantes.