Preconceito Linguístico

Enviada em 11/08/2020

Em “A República”, o filósofo Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os impasses. Fora da produção literária, com ênfase na sociedade brasileira, nota-se o oposto das ideias de Platão, uma vez que o preconceito linguístico apresenta obstáculos de grandes proporções. Com efeito, faz-se vital analisar as principais causas da problemática, a qual persiste influenciada pela negligência por parte do Governo e pela discriminação.   Em primeiro lugar, nota-se que a ausência de medidas governamentais dificulta a resolução da adversidade. Em consonância com o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, várias pessoas são vítimas de discursos de ódio e intolerância, ocasionados principalmente devido às diferenças regionais, desde dialetos, gírias e sotaques. Desse modo, a controvérsia precisa ser solucionada, para que o direito à liberdade não seja ameaçado.

Outrossim, a austeridade acerca de vocabulários diferenciados contribui para a persistência da questão. Na Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler ressaltou à raça ariana, que seria superior às demais. De maneira análoga, observa-se que os praticantes do preconceito linguístico nomeiam-se soberanos pelo fato de dominarem o nível mais formal da língua. Dessa forma, providências precisam ser efetivadas para que os disseminadores de tais condutas discriminatórias recebam a merecida punição.

Urge pois, que medidas para mitigar o problema sejam adotadas no país. Nesse sentido, o Governo – em parceria com a mídia social – deve aplicar punições rigorosas aos responsáveis por atos de segregação, e propagar nas redes a importância do respeito às diferenças com o próximo, por meio de leis e do uso da tecnologia, como por exemplo, a distribuição de e-books e posts, para que assim, tais obstáculos sejam solucionados. Cabe à sociedade também, se atentar para a causa com bastante empatia, pois como dizia Paulo Leminski “Em mim eu vejo o outro”.