Preconceito Linguístico

Enviada em 10/08/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão do preconceito linguístico. Nesse sentido, percebe-se a construção de um grande problema de contornos específicos, que aumenta devido à insuficiência legislativa e a má influência midiática.

Nesse contexto, o preconceito linguístico é gerado pelas diferenças linguística existentes dentro de um mesmo idioma. Ele é um dos tipos de preconceito mais empregados na atualidade e pode ser um importante fator que contribui para o impulsionamento da exclusão social. Em um dos capítulos da novela “As aventuras de Poliana”, transmitida pela emissora SBT, o personagem João sofre preconceito pelo seu modo de falar ser diferente das outras pessoas da escola, o que reafirma que está presente em todos os locais.

Paralelo a isso, o preconceito linguístico pode gerar também diversos tipos de violência (física, verbal, psicológica). Os indivíduos que sofrem esse tipo de preconceito muitas vezes adquirem problemas em socializar-se ou mesmo distúrbios psicológicos. Os sotaques são os principais alvos da discriminação. O escritor Marcos Bagno afirma em sua obra “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz”, um exemplo de como a rede Globo retrata o povo nordestino em suas novelas e o enorme preconceito ali vivenciado.

Diante dessa problemática, constata-se que, não existe uma forma “certa” ou “errada” dos usos da língua. Faz-se necessário que, o Ministério da Educação promova projetos de propagando por meio de lei com o objetivo de mudar o quadro atual de preconceitos ligados ao modo de falar de cada indivíduo em seu respectivo local.