Preconceito Linguístico

Enviada em 25/08/2020

O preconceito linguístico é a discriminação pela forma na qual um indivíduo fala. No Brasil, o alvo dessa repulsão é principalmente a camada mais frágil da população, uma vez que estes não têm acesso à educação de qualidade, afastando-os da norma culta, seja na leitura ou na escrita. Esse fato torna mais difícil de o cidadão exercer seu direito de cidadania em sua mais ampla complexidade, diminuindo ainda mais as suas oportunidades e colocando essa população à margem da sociedade.

Primeiramente, como cita o linguísta Marcos Bagno em seu livro “Preconceito Linguístico”, os meios de comunicação e a escola são os principais meios de disseminação desses preconceitos. Desta forma, inicia-se um ciclo onde ocorre a naturalização da norma culta, como forma única de falar a língua portuguesa, relacionando-a somente a quem teve acesso à educação de qualidade. Consequentemente, quando uma pessoa se expressa de forma não culta, o senso comum a coloca como inferior.

Assim, é comum ver em programas humorísticos o dialeto coloquial sendo ironizado e relacionado a determinadas personas. Como exemplo disso, personagens agressivos, criminosos, que causam brigas e se comportam da forma esteriotipada do morador da periferia, sempre possui  forma de falar exageradamente fora da norma culta. Como efeito, aprisiona indivíduos que moram nesses lugares à essa imagem marginalizada, quando, na verdade essas pessoas não têm oportunidade, incentivo nem qualidade na educação.

Por fim, conclui-se que o preconceito linguístico atinge a camada mais vulnerável da sociedade. Como resolução para essa mazela, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com os governos Estaduais e Municipais, investir na educação da periferia, construindo escolas com boa estrutura, contratando mais professores e dando material escolas e didático, com intuito de diminuir a desigualdade educacional e aproximar essa população da leitura e da escrita e, assim, minimizando a porcentagem de analfabetismo no Brasil. Logo, daríamos o primeiro passo para maior inclusão social das camadas mais vulneráveis.