Preconceito Linguístico
Enviada em 30/08/2020
No mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se negam a enxergar a verdade por medo de sair da sua zona de conforto. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange a questão do preconceito linguístico, pois suas idiossincrasias acontecem de forma silenciosa. Dessa forma, observa-se um cenário desafiador, seja em virtude das lacunas educacionais, seja pela questão sociocultural.
Sob esse viés, pode-se apontar as falhas na educação como um dos fatores que corroboram diretamente para a intolerância linguística. Como retratou a escritora Helen Keller, o resultado mais insigne da educação é a tolerância. Nessa perspectiva, entende-se que o ensino se avulta como imprescindível para atenuar essa problemática, de forma a incitar a consolidação da ética moral e respeito mútuo.
Além disso, a questão sociocultural é outro forte ponto a ser debatido, à medida que o assunto em questão é pouco debatido em mídias digitais e/ou escolas, torna-se negligenciado. A teoria da eugenia, cunhada no seculo XIX é usada como base do nazismo e defende a seleção social por meio de aspectos considerados melhores, de acordo com essa perspectiva haveriam seres humanos superiores a depender de suas características, no contexto atual a noção de eugenia de superioridade pode ser notada no preconceito linguístico, cuja a base é uma forte discriminação.
Logo, faz-se necessário a intervenção pontual do Ministério da Educação (MEC), junto as mídias digitais, com o intuito de promover campanhas de conscientização sobre o revés por meio de campanhas públicas, bem como o levantamento de “hashtags” nas redes sociais, instigando a população a assentir e entender a heterogeneidade linguística, para então, disseminar a informação de forma abrangente, para que talvez, assim, seja possível a amenizar o problema.