Preconceito Linguístico
Enviada em 29/08/2020
Em “A República”, o filósofo grego Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os impasses. Fora da ilustre produção literária, com ênfase na sociedade brasileira hodierna, nota-se o oposto dos ideais de Platão, uma vez que o preconceito linguístico representa um obstáculo de grandes proporções. Dessarte, faz-se imprescindível não somente uma análise dessas causas, como também das possíveis soluções do impasse.
Em primeira análise, é importante ressaltar o papel da mídia como catalisadora deste quadro. Conforme um recente estudo divulgado pela revista ‘VEJA’, 70% dos brasileiros concordam que a mídia representa de maneira caricata o modo de falar de minorias como indígenas e nordestinos. Como consequência dessa opressão, essas pessoas têm sua estima, e patrimônio imaterial violado. Portanto, tais políticas em relação ao tema precisam ser revistas de forma urgente.
Em segundo plano, é válido ressaltar a negligência estatal como promotora do problema. Dado que, conforme a UNESCO - Organização das Nações Unidas, a maioria dos casos de discriminação ocorrem nas escolas. Além disso, a falta de discussão em relação ao preconceito linguístico no ambiente escolar, contribui para a inércia da circunstância atual. Assim, torna-se importante que medidas sejam tomadas para reverter esse cenário.
Dessarte, deliberações exequíveis são necessárias para combater tal entrave na nação. A sociedade Organizada deve pressionar os atores públicos e privados por meio das redes sociais, com o objetivo de criar eventos abertos ao público com representantes do Ministério da Educação para discussão de assuntos sobre a diversidade sociocultural, além de ampla divulgação nas redes sociais. Logo, despertará na sociedade um pensamento crítico e respeito mútuo. Desse modo, a coletividade alcançará o equilíbrio proposto por Platão.