Preconceito Linguístico
Enviada em 16/09/2020
A língua ocupa um papel inigualável na esfera social, de construção de conhecimento e comunicação. O ser humano é um ser social e a comunicação traz muitos benefícios para um grupo. Consequentemente, com muitos falantes, há também muitas variantes linguísticas. Por isso, a criação de uma gramática normativa, que muitas vezes, infelizmente, serve de sustentação para um preconceito linguístico.
A língua pode representar uma identidade cultural de um país e ela é, muitas vezes, usada como estrutura de dominação. Pessoas que não fazem parte de uma pequena parcela da população, que possuem domínio da norma padrão, são segregadas de determinados ambientes. Isso, além de ser extremamente prejudicial, também reforça o preconceito linguístico.
Tendo em vista que uma língua possui variantes, de uma região ou grupo, não existe uma variante certa ou errada. A partir disso, entende-se que uma pessoa não pode ser minimizada nem ridicularizada por uma variante da língua usada. Todos têm direito de se expressar e serem ouvidos por todas esferas sociais.
Nas escolas, muitas vezes, esse preconceito linguístico pode ser sustentado por se usar como referência a norma padrão. Porém, é papel do professor explicar a existência das variantes linguísticas, da língua popular e a adequação do uso da língua a diferentes locais. Tal como não instigar a idealização da língua na norma padrão, à medida que a linguagem é fluida e uma variante não deve se sobrepor a outra.
Portanto, cabe ao Estado sempre promover o acesso a educação pública, gratuita, de qualidade para todos. Assim, fazendo com que o entendimento e o estudo da língua chegue a toda população, combatendo também, a analfabetização. Aos professores, do ensino básico ao superior explicar sócio-linguística em sala de aula, promovendo, a partir do conhecimento, o respeito a linguagem popular.