Preconceito Linguístico

Enviada em 01/09/2020

Em 1500, após a descoberta do Brasil, os portugueses desenvolveram uma supremacia da língua sobre os indígenas, considerando assim, o tupi, por ser diferente, uma língua errônea. Dessa forma, com o passar dos anos, agravou-se um preconceito linguístico regional visível no Brasil. Com isso, existem aspectos que intensificam a discriminação por parte da língua, tal como a falta de acesso a educação de qualidade no país.

Em primeira análise, nota-se que em cada região do Brasil possui uma forma diferente ao se comunicar, como verbetes e gírias, tornando-se variadas e repletas de novas palavras, trazendo consigo uma singularidade. Por conseguinte, muitas pessoas têm por pertinente a sua língua regional, visando-a como superior as demais. No entanto, nota-se que existe um padrão nacional da língua, visando a gramática, conhecida como norma culta, em que é viável uma comunicação abrangente em todo o país e mesmo sendo a mais utilizada não declara que é a mais correta.

Em última análise, é  possível observar que no território nacional é muito comum jovens que não sabem utilizar a norma culta e isso acaba gerando um preconceito. Isso se dá devido a desigualdade social, onde muitos estudaram em escolas públicas em que há déficits na educação e uma falta muito grande de diversos professores. Logo, outras pessoas os julgam sem ao menos saber se tiveram as mesmas oportunidades de vida, ou ao menos uma equivalente, propagando e disseminando o preconceito.

Portanto, até os dias atuais nota-se uma disparidade em relação ao preconceito linguístico regional ou até mesmo educacional. Dessa forma, é necessário que o Governo juntamente com Ministério da Cultura e o Ministério da Educação ofereçam palestras nas escolas, divulgação nas mídias e redes sociais, com pessoas especializadas em tais assuntos, da importância de respeitar a fala e língua do outro. A fim de que, o Brasil torne-se um país acolhedor a tudo e a todos.