Preconceito Linguístico
Enviada em 12/09/2020
O Gaguinho é um personagem do desenho Looney Tunes que possui dificuldade para exprimir as palavras nos diálogos, e em algumas situações o provocam por sua maneira de se comunicar. Por esse esteio, na realidade, percebe-se a ocorrência de muitos casos de preconceito linguístico na sociedade brasileira, seja motivado por variantes da região, que desrespeitam o direito da vítima em se expressar, como também demonstra insuficiente valorização quanto a variedade de dialetos existente no país. Mormente, é indubitável que a problemática da intolerância a respeito das variantes da língua não deveriam ser uma realidade frequente no Brasil. Afinal, a colonização permitiu a diversidade de dialetos nas regiões do país, pois fez parte da história e da cultura brasileira um conjunto de países, como a Holanda. Entretanto, ao invés de ser incentivo à admiração para a maioria das pessoas, em alguns casos é motivo de ofensas, por exemplo o fato que aconteceu na Serra Negra (SP) em que um médico debochou do seu paciente por causa da sua maneira de falar em suas redes sociais. É inegável que o ser humano tem o dever de respeitar os membros da sociedade já que cada um tem o direito ao exercício da liberdade de expressão, desde que não desrespeite a do outro.
Por conseguinte, vale a pena ressaltar que a estranheza ao ouvir expressões que não são familiares, várias vezes se associa com a questão do preconceito linguístico. O personagem Chico Bento, da animação A Turma da Mônica, é um garoto da roça e provoca nas crianças de outra localidade uma certa estranheza, em função da disparidade na forma de se comunicar. Entretanto, segundo o linguista Marcos Bagno, a intolerância se relaciona diretamente com a progressão da história, pois gerou confusão entre a língua e a gramática. Sendo que, as duas estão dissociadas no quesito prioridade a fim de estabelecer uma comunicação, uma vez que uma conversa pode acontecer por meios formais ou informais.
Destarte, os caminhos com o intuito de combater o preconceito linguístico na comunidade brasileira pode ser veiculado pelo exercício do respeito. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação propor nas escolas do país uma maior presença de palestras e feiras culturais cuja temática seja a variedade de dialetos existente no Brasil, relacionando com o contexto histórico a fim de que com os profissionais de ensino, a questão da intolerância quanto a maneira de dialogar possa ser vista como um embate sério que resulta em desrespeito e é contrária a defesa da liberdade de expressão. Assim, é viável apelar para uma auto análise do indivíduo e por conhecer as variantes da língua possibilita um avanço para uma sociedade menos intransigente.