Preconceito Linguístico

Enviada em 15/09/2020

O Modernismo brasileiro teve como objetivo a busca pela linguagem brasileira e a linguagem coloquial. No que se refere ao preconceito linguístico no Brasil, pode-se perceber que ele se faz presente na sociedade e é uma das causas da divisão de classe, já que é exercida da elite para as classes mais baixas, causando inúmeras consequência para as vítimas desses prejulgamentos, visto que, não só porque exclui pessoas, mas também causa constragimentos.

Inicialmente, pode-se entender que a exclusão de pessoas em cargos e espaços na sociedade é umas das principais consequências do preconceito linguístico. No livro “Preconceito Linguístico” de Marcos Bagno, o autor diz que o conhecimento da gramática normativa é utilizada como instrumento de distinção e dominação por aqueles que detém a norma culta, diante disso, a norma culta é apenas uma das variantes da língua portuguesa, porém, é utilizada como forma de condenação sob aquele que não domina tal normativa.

Além disso, o preconceito linguístico gera constrangimento naqueles que não dominam a norma padrão da língua, já que sempre se tornam motivo de chacota. A exemplo disso, foi o caso do médico Guilherme Capel Pasqua que debochou de seu paciente na internet após o segundo ter dito “peleumonia” e “raôxis”. Segundo Marta Scherre, ninguém pode diminuir o outro pela forma de falar.

Desse modo, é necessário medidas para acabar com tal preconceito presente na sociedade, já que de acordo com a Constituição Federal, no artigo 3º, constitui objetivo da República Federativa do Brasil acabar com os preconceitos e formas de discriminação. Portanto, o Governo Federal, por meio do Poder Legislativo deve criar uma lei que torna crime o preconceito linguístico, sendo passível de multa ou reclusão para aqueles que praticam tal preconceito, equiparando ao crime de racismo e/ou injúria racial.