Preconceito Linguístico

Enviada em 16/09/2020

Durante o governo do Marques de Pombal, no século XVIII, houve sob a forma de decreto uma proibição do uso da língua geral e dos idiomas nativos. Nesse sentido, é possível afirmar que tal decisão possibilitou a criação de um idioma considerado único e superior em todo território colonial: o português. Paralelamente, nos tempos atuais, é possível notar semelhanças no que se refere à disseminação do preconceito linguístico, esse problema tem como expoentes: o uso da linguagem como método de repressão e a passividade do Estado perante tais atos.

Em primeiro plano, é possível afirmar que o uso da linguagem como método de repressão e de exclusão social é uma herança amarga da sociedade brasileira, desde o período de colonização. Sob esse viés, o usuário julga ser correto apenas quem faz o uso da norma culta Brasileira, e fecha os olhos para a diversidade de variantes que o Português possui. Nesse sentido, esse problema pode ser explicado pelo linguista Brasileiro Carlos Bagno, o qual define o preconceito linguístico como uma ideologia das classes dominantes sobre as menos favorecidas.

Outrossim, é importante destacar a passividade do Estado perante tais acontecimentos, causado principalmente pela falta de investimentos na área da educação que proponham a desconstrução coletiva do preconceito linguístico. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população e os direitos naturais, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Depreende-se que enquanto houver essa passividade, o preconceito linguístico terá forças para se perpetuar na sociedade Brasileira, semelhante ao ocorrido no período Colonial.

Infere-se, portanto, que, para mitigar esse problema, medidas são necessárias por parte do Estado e da população. Sendo assim, urge que o Ministério da Educação crie campanhas de conscientização na internet, por meio das redes sociais oficiais do governo, onde sejam ministradas aulas sobre as raízes do preconceito linguístico Brasileiro, a fim de propor uma desconstrução coletiva do problema.