Preconceito Linguístico

Enviada em 02/09/2020

A linguem foi um fator muito importante para que o ser humano conseguisse sobreviver e se desenvolver até os dias atuais, sendo utilizada na caça, em transações comerciais e em troca de conhecimentos para o desenvolvimento cientifico. Na Europa, o latim sofreu variações conforme ia espalhando-se, sendo o português considerado o latim vulgar. Mesmo com esse histórico, a variação linguística que ocorre no Brasil é vista com preconceito por parte da elite, conforme é apresentado pelo professor e pesquisador Marcos Bagno. Sendo assim, é dever do Estado realizar políticas públicas para combater esse preconceito e fazer com que o cidadão que as utiliza seja representado.

Um exemplo de representação da variação linguística na educação, é a da Universidade Unicamp, que colocou em sua lista de obras literárias o livro “Quarto de Despejo” da autora Carolina de Jesus. Este livro não é aceito pela academia de letras por ter desvios da norma culta. Porém não perde sua importância social ao retratar o cotidiano da favela do Canindé. Da mesma forma o Ministério da Educação, precisa incluir nas escolas, leituras e aulas com essas variações linguísticas. Ademais, o Brasil por ter um caráter continental, um mesmo objeto pode ter diferentes nomes. Como por exemplo a mandioca que no Nordeste chama-se aipim, mas também pode ser encontrada com o nome de macaxeira.

Sendo assim, outro exemplo de intervenção é pelas mídias de entretenimento. Um exemplo é o filme ‘Tropa de Elite”, onde é possível notar nos diálogos gírias locais como “X9” e “mermão”. Com isso o Ministério das Comunicações pode realizar parcerias com essas mídias para englobar nas produções expressões, e gírias locais de onde essas obras estão retratando.

Portanto, somente com intervenção do Estado através políticas públicas do Ministério da Educação adicionando em seu programa escolar obras com variedade linguística e do Ministério das Comunicações junto com as mídias de entretenimento englobando nas obras a linguagem oral conforme as regiões é que a variação linguística passará a representar quem as utiliza com mais naturalidade.