Preconceito Linguístico
Enviada em 01/09/2020
A Constituição Federal de 1988 assegura promover o bem de todos os cidadãos brasileiros sem qualquer forma de discriminação. No entanto, surge a questão do preconceito linguístico, que ameaça a garantia desse direito a uma parcela da população. Com efeito, essa problemática instala-se, seja pela intolerância das diversas variações linguísticas, como também pela falta de empatia.
Primeiramente, é fulcral pontuar que as intolerâncias linguísticas são fatores determinantes para que parte da população seja menosprezada. Entretanto, de acordo com o escritor e psiquiatra Augusto Cury, ’’ a igualdade só começa com o início do respeito pelas diferenças ‘’, esse pensamento cabe perfeitamente, uma vez que inúmeras variações da língua não são respeitadas de forma igualitária. Sendo assim, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fato de alcançar a igualdade esperada pela sociedade.
Por conseguinte, a falta de empatia com o próximo é um dos impulsionadores do problema. Segundo o Iluminismo, uma sociedade só irá progredir quando, os indivíduos que vivem nela, começarem a se mobilizar com os outros. Nessa perspectiva nota-se que a sociedade irá avançar quando exterminar o preconceito linguístico, visto que essa problemática tem como consequência a prática de bullying, problemas psicológicos, exclusão social, entre outros problemas. Logo, medidas intervencionistas devem ser tomadas.
Portanto, para educacionar o problema, o Governo Federal , em parceria com o Ministério da Educação (MEC), deverá estimular um projeto de lei chamado ‘‘As línguas do Brasil’’, por meio de verbas do próprio governo no qual consistiria em um programa de professores dispostos a discutir nas aulas de língua portuguesa a importância das variações linguísticas, no intuito de amenizar a problemática e garantir a todos o direito exposto na Constituição Federal.