Preconceito Linguístico

Enviada em 05/09/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre povos de uma mesma nação. No entanto, um problema visivelmente constatado no Brasil é o desrespeito em relação as diversidades do país. Dessa maneira, observa-se um cenário desafiador seja em virtude do repúdio contra as diferenças, seja pela falta de debate.

Sobre esse viés, pode-se apontar como empecilho à consolidação de uma solução o repúdio contra as diferenças. Rosa Luxemburgo defende: “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferente e totalmente livres”. O Brasil é dividido em cinco regiões e cada uma com a sua singularidade. Então, analisa-se a importância de haver respeito entre as diferenças, pois é isso a maior característica do país.

Destarte, outro ponto nessa temática é a falta de debate sobre o tema. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como o preconceito linguístico seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação no tema.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para que haja um melhoramento em relação ao preconceito entre a diversidade de línguas. Como solução, é imprescindível que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre o tema no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, esses momentos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas ao tópico abordado e se tornem mais atuantes na busca por soluções. Por fim, a sociedade precisa posicionar-se e assumir o dever de fazer a mudança acontecer, pois, como defende Anne Frank: “Que maravilha é ninguém esperar um único momento para melhor.