Preconceito Linguístico
Enviada em 15/09/2020
Conforme Aristóteles, ‘’É preciso tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida exata de suas desigualdades’’. Nesse sentido, a visão do filósofo não tem se aplicado à realidade, tendo em vista a persistência do preconceito linguístico. Assim, depreende-se que fatores como sentimento de preeminência e elitização da linguística contribuem para o agravamento da situação.
A princípio, nota-se que o sentimento de superioridade trata-se de um potencializador da persistência linguístico. Em relação a tal fato, segundo Newton, ‘’Triste época é mais simples desintegrar um átomo do que o preconceito’’. Relativamente, observa-se que o preconceito linguístico pode ser encaixado na teoria Newton, uma vez que apesar de todo o avanço tecnológico e informacional da humanidade, há ainda a manutenção da aversão linguística, por exemplo, o caso Marcela Tavares a qual publicou um vídeo pejorativos ensino a como falar português. Consequentemente, é notório a banalização do modo de falar individual.
Ademais, elitização linguística identifica-se como outra agente marcante da problemática. Na época da Idade Contemporânea, houve reforme no centro do Rio de Janeiro, que consistiu na desapropriação de pessoas com baixa renda que residiam no centro devido ao processo de gentrificação. No cenário brasileiro atual, os legados da cidade maravilhosa perduram, pois ainda se percebe a manutenção do sentimento elitista de indivíduos de alta renda, como o médico do hospital Santa Rosa o qual publicou nas redes sociais uma foto do receituário ridicularizando a linguagem coloquial de um paciente. Por conseguinte, é perceptível a elitização da língua na atualidade.
Logo, a questão do preconceito linguístico requer intervenção do Estado. O Ministério da Educação deve combater o preconceito linguístico, por meio de programas e palestras, as quais serão disponibilizadas na mídia e nas redes sociais, a fim de erradicar essa problemática.