Preconceito Linguístico
Enviada em 02/09/2020
Promulgada em 1949, a Declaração Universal dos Direitos Humanos ratifica que todos os indivíduos tem o direito ao respeito e a dignidade. Entretanto, percebe-se, infelizmente, que o preconceito linguístico se distancia desses direitos na prática, trazendo inúmeras consequências negativas. Nessa perspectiva, torna-se relevante debater não só a ausência de tolerância, bem como a negligência estatal. Logo, é necessário analisar como atenuar esses impasses.
Em primeira análise, vale destacar como a arrogância de alguns cidadãos tem relação direta com o preconceito linguístico. De forma semelhante, no seriado norte-americano Todo Mundo Odeia o Chris, o personagem Joe Caruso humilha o seu colega de classe Chris com palavras pejorativas pelo fato dele ser negro. Em paralelo a isso, tal impasse ocorre pela sensação de superioridade por ter uma condição financeira mais elevada e pelo desprezo por pessoas de diferentes regiões, culturas e etnias. Sendo assim, providências devem ser tomadas.
Em segunda análise, é mister salientar, a discussão a respeito da negligência estatal. A esse respeito, o sociólogo e escritor polonês Zygmunt Bauman elabora o conceito de “Instituição Zumbi”, no qual, um órgão público é responsável por exercer determinada função, porém não a cumpre. Esse nefasto panorama evidencia que a ausência de políticas educacionais, o limitado investimento no ensino público e a insuficiência de leis contribuem para que o preconceito linguístico continue acontecendo. Portanto, medidas eficazes devem ser buscadas imediatamente.
Em síntese, urge que a problemática do preconceito linguístico deve ser tratada com mais eficácia. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve promover campanhas e palestras sobre respeito e tolerância - com a participação de indivíduos que foram injustiçados pela forma de falar - via incentivos fiscais, com a finalidade de tornar a sociedade mais empática e admirável. Dessa forma, esse obstáculo será reduzido gradativamente.