Preconceito Linguístico
Enviada em 14/09/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Conquanto, a incidência de preconceito linguístico no Brasil, lamentavelmente, impossibilita que grande parcela da população desfrute desses direitos universais na prática. Nessa perspectiva, é imprescindível a discussão de causas e consequências relacionadas a tal cenário.
Primeiramente, a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Atualmente, como o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, seria pertinente pensar que possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto, e o resultado desse contraste é, claramente, refletido na exclusão social das pessoas que têm ela de forma rasa e básica. Além disso, a mídia propaga esse preconceito em novelas e séries, com retratos de personagens de outras regiões, como nordestinos, de forma grotesca.
Em segunda análise, tem-se os jargões, linguagens específicas de certas profissões, como impulsionadores do problema. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais é a característica da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, essas linguagens especificadas pela classe erudita faz com que o diálogo se torne problemático para os indivíduos que sabem apenas a coloquial, isolando-as.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse entrave nacional. Assim, cabe ao Ministério da Educação informar a população das consequências do preconceito contra a linguagem alheia, por meio de palestras socioeducativas, realizadas em instituições de ensino público e privado, além de empresas, para limitar o uso dos jargões a ambientes apropriados. Com isso, espera-se a ressocialização dos indivíduos excluídos atualmente e a promoção de uma melhora significativa nas condições educacionais do Brasil.