Preconceito Linguístico
Enviada em 07/09/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. Embora tal documento represente uma conquista, não foi o bastante para exterminar problemas como o preconceito linguístico, visto que à questão está enraizada e afeta a estabilidade do bem-estar social de grande parte da população. Com isso, a discriminação de pessoas pela sua forma de se expressar linguisticamente persiste em virtude de falhas na educação, e de uma carência legislativa.
A princípio, a base educacional lacunar caracteriza-se como um complexo dificultador para a resolução desse impasse. Sendo assim, o modernista Immanuel Kant relata que, o homem é aquilo que a educação faz dele. Nessa ideia, segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas condições de que dependem. Assim, em analogia com a problemática, os discursos dos estudiosos comprovam a importância da inserção do conhecimento sobre às diversidades linguísticas para a população, uma vez que tal exercício contribui para sua formação imparcial.
Outro ponto relevante nessa temática, é a careza de uma legislação que determine a repulsão linguística como um crime. Dessarte, a Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficientemente direta para impedir o preconceito comunicacional, sendo que o problema continua atuando fortemente no contexto atual. Portanto, a ausência de uma lei clara que incrimine tais ações preconceituosas dificulta na resolução do problema, demonstrando um descaso para esses atos antipáticos.
Logo, é evidente que a questão do preconceito linguístico precisa de uma resolução pontual, mas possui empecilhos, como uma lacuna educacional e a falta de uma lei incriminadora. Deste modo, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com o poder midiático, desenvolvam projetos educacionais, em instituições de ensino e em eventos abertos ao público, que sejam exibidos na televisão, — como palestras e comerciais com conteúdos sobre variações linguísticas e diversidades culturais, — a fim de apresentar a discriminação da língua como uma iniquidade e problematizar suas consequências. Ademais, é indiscutível que o Poder Legislativo deve apoiar a causa, contribuindo com a criação de uma lei que condene essa antipatia sendo um crime, apresentando suas devidas repreensões.