Preconceito Linguístico

Enviada em 15/09/2020

A principal forma de comunicação entre indivíduos, a linguagem, possui suas diversidades, mudando devido a regionalidade ou à informalidade ligada àqueles com pouca acessibilidade a educação. Assim, dessa variedade, surge o preconceito linguístico, que exalta a forma “certa” de falar e exclui quem se expressar diferente. No Brasil, esse preconceito tem ficado ainda mais aparente, tornando-se importante analisar os precursores desse problema, como o alto índice de analfabetismo e a idealização do uso da norma culta.

A princípio, é necessário pensar em quão problemático é a situação do Brasil, que segundo dados de 2019 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), possui cerca de 12 milhões de analfabetos funcionais. Outrossim, a desigualdade em oportunidades educacionais a diferentes classes é evidente, acabando por ser um empecilho em diversos fatores sociais, inclusive em relação ao preconceito linguístico. Dessa forma, embora seja uma situação perceptível, ainda é preciso lutar para que um dia seja possível extinguir essa discriminação social.

Em segunda instância, é correto afirmar que a idealização do uso da língua formal da mesma forma na qual se escreve também contribui para que haja uma discriminação. Outrossim, como foi dito pelo linguista brasileiro, Marcos Bagno, esse preconceito também vem pelo desejo da classe social mais alta em aumentar a lacuna social já existente entre eles e a classe social menos favorecida. Com isso, percebemos a parcela de culpa de da população que acredita na ideologia do português “certo” e o “errado”.

Por fim, é certo dizer que esse preconceito que deve ser expirado para a construção de um sistema social melhor. Em virtude aos fatos mencionados, cabe ao ministério da Educação, junto com a Academia Brasileira de Letras, promover a valorização da nossa língua, incentivando escolas e outras instituições educacionais a educarem seus alunos ensinando as diferentes variações da língua. Dessa forma, amenizando e talvez acabando com o preconceito linguístico, já que pararia com o tipo de ensino que julga uma forma como a certa e a outra errada.