Preconceito Linguístico

Enviada em 07/09/2020

Superioridade entre culturas e o achismo de que não há pontos de equivalência entre alternativas comunidades, dessa forma se discorre o filme brasileiro, “Bacurau”, destacando a negligência e o preconceito que a sociedade enxerga sobre as etnias distintas. Sob esse contexto, a acentuada transgressão de intolerância na sociedade, assim como o preconceito linguístico, corrobora para o desdobramento de uma disseminação de pensamento ignorante e reclusa, maximizando a permanência destes ideais e inviabilizando um crescimento frutífero  de uma comunidade. Logo, convém abrir discursos para analisar a progressão de tais hábitos e como combate-los.

Sob essa ótica, vale salientar que em, 1922, na Semana de Arte Moderna, os artistas que integravam o movimento buscavam fazer uma ruptura estigmática com o modo que se via à cultura brasileira, enaltecendo efusivamente os aspectos culturais e, a princípio, os diferentes dialetos que são praticados em inúmeros âmbitos sociais dentro da comunidade. Dessa maneira, observa-se que há uma instalação de práticas ácidas e esteriótipos que dificultam a inclusão e o reconhecimento do diferente, agregando chagas efetivas e transpassando o ar de uma região segregada por suas concepções retrógradas. Portanto, é evidente que há uma necessidade de um restabelecimento entre as culturas para a integração de uma coexistência pacífica.

Nessa perspectiva, o mito de Procusto, tenta retratar as intolerâncias humanas e a imposição de padrões e de forma, clarividente, nota-se que a padronização quando aplicada é disforme e bifurcada, separando o real do cobiçado, mas também, ocultando as diversidades inerentes aos indivíduos. Vide, que com a formatação de atitudes hostis e excludentes, fomentam a ideia de supremacia de alguns grupos culturais, gerando dispersão e uma violência simbólica sobre as minorias, acarretando na potencialização da xenofobia no país e a banalização da pluralidade existente. Em síntese, é de suma importância a desconstrução destas morais que regem os comportamentos irracionais e afastam as pessoas da compreensão.

O preconceito é uma reprodução sem embasamento e evidencia o medo ao diferente, por isso age como opressor e não torna viável o saber ao aquém. Urge, que o Ministério da Cidadania agregue artifícios aos meios sociais para dar visibilidade e reconhecimento as minorias, através de semanas temáticas e manifestações em redes sociocomunicativas, abordando a incoerência presente na intolerância e como a permissividade ao conhecimento, possibilita inflexões no comportamento e no pensamento da massa, demonstrando a pluralidade presente no cotidiano e como várias culturas estão inóculas a ele, a fim de ampliar o repertório sociocultural e aumentar o engajamento social.